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Expectativa para a viagem sabática pela Ásia


Minha viagem sabática pela Ásia, expectativas Ellen Romanelli

São quase 18hs, da primeira sexta feira de agosto, e já escuro chove por aqui. Aquela chuvinha serena, fresca e com sons deliciosos no silêncio da nossa casa de praia vazia. E eu estou a 3 meses de embarcar para minha primeira longa viagem (inicialmente por 7 meses) sozinha pela Ásia. Estou ansiosa, eufórica e também ansiosa, opa, já falei isso!

Nesse momento tudo que tenho são “sonhos e planos”, uma passagem só de ida para a Índia, um roteiro que talvez eu cumpra e meu gol 2014, que preciso ajeitar o amassado para vender e pagar a viagem “low cost” que vou fazer.

O que me vem à mente sobre expectativas é exatamente a frustração. Sabe, a grande maioria das pessoas desiste dos seus planos, ou fica infeliz e frustrado exatamente por criar expectativas sem se basear na realidade. Coisas acontecem, pessoas não correspondem ao esperado, e até nós mesmo eventualmente mudamos de opinião ou gosto. Na verdade, quando falamos do futuro, existe uma certa incerteza, não é mesmo?! Por mais que se planeje, imprevistos acontecem. O que precisamos é estar disposto a mudar o que for necessário e se adaptar às circunstancias com uma dose extra de resiliência e gratidão. E assim eu vou...

Pela segunda vez eu me cadastrei para trabalhar em troca de hospedagem e alimentação (no site worldpackers) em alguns hostels em Nova Delhi e em Jaipur, onde pretendo ficar das festas do Diwali, o festival de luzes indiano até passar o ano novo. Dali, quero ir para Katmandu, Nepal, e ficar por lá de 7 a 15 dias, ainda não sei exatamente, e depois Tailândia (pra começar, rs).

roteiro inicial sabático Ellen Romanelli

Para os que não sabem, o termo “período sabático” é destinado a um tempo em que a pessoa se dedica a algum projeto de vida particular, saindo das suas funções profissionais. Diferentemente de férias, esse período longe de algum trabalho remunerado, tem sido praticado por diversas pessoas que pretendem conhecer novos lugares e viver em diferentes culturas em busca de autorreflexão e crescimento pessoal. No meu caso, já com mais de 40 anos e depois de uma transição de carreira do qual lancei um livro, e quero ser nômade digital pelo mundo, meu propósito é bem simples: Experimentar “vida em abundância” diferente da que conheço.

Uma amiga me perguntou o que eu quero fazer na Índia e porque fazer essa viagem sabática com tão pouco dinheiro. E eu só tinha uma resposta: Viver a vida na Índia e em todos os lugares que eu puder ir. Como tenho pouco dinheiro dei preferência para a Ásia, que tem um custo menor com relação as Américas e Europa. Assim poderei ficar mais tempo viajando. O que quero realmente é viver, não como eu vivo aqui no Rio, com conforto, rotina, família pertinho, segurança (relativa, né!) ou um trabalho de carteira assinada. Quero experimentar a vida como uma “turista local”, ávida por novas culturas e novos amigos (sinceros e entusiasmados como eu de preferência) que deseja aprender tudo o que puder da cultura deles; uma pessoa que estará abrindo mão de casa e da família para se doar ao mundo de possibilidades, descobertas, diversidades, trocas, com um tanto de incertezas dessa jornada, sim, mas aberta (arreganhada mesmo) a toda essa história que carregarei na minha bagagem.

Tentarei ser a mais organizada e trato de planejar e agir para que eu tenha um mínimo de segurança. Vou contratar um seguro viagem, não esses caros, mas um que se encaixe no meu orçamento e necessidades ao longo do trajeto que farei pela Ásia. Tenho me preocupado muito em escolher lugares onde tenha uma boa internet com wifi na hospedagem. Lembrando do sermão que meu tio me deu por conta de manter minha família atualizada em contato comigo o tempo todo. E pretendo estar sempre com ao menos os próximos 2 ou 3 países com tudo acertado: passagens, voos e deslocamentos, hostels e trabalho, vistos e moedas. Bom, vou deixar em aberto todo o resto porque já li bastante sobre esse tipo de viagem ser um tanto imprevisível com relação ao que podemos conhecer e as pessoas que cruzam o nosso caminho, que podem influenciar e despertar novos interesses em outros lugares para ir. Não quero me prender a um roteiro, mas quero ter um mínimo de segurança, não sei se isso é possível, mas é assim que vou tentar.

As vezes sinto que meu peito vai explodir de ansiedade, e queria fechar os olhos e acordar só no dia 6 de novembro, já com a mala pronta e tudo organizado. Mas, em alguns momentos olho minha família já com saudade e eles me olham, assim, como se eu fosse louca mesmo. Sinto como se esses olhares me torturassem por estar “abandonando” minha filha e mãe. Eu sei que não é isso, que é só preocupação e saudade antecipada, sei que elas vão ficar bem! Então, agora comecei a falar menos da viagem e ficar mais atenta com elas. Por isso comecei a escrever o que sinto e o que estou planejando.

Assim registro e compartilho o que vou chamar de #40tonapelomundo. O que acham? Uma mulher feliz, de uns quarenta e poucos anos que resolve embarcar nessa louca viagem solitária (#sóquenão) para conhecer gente de todos os cantos e compartilhar histórias de muitos lugares.

E se você gostou da ideia, vem comigo na minha jornada, vou tratar de compartilhar cada lugar, pessoa, sentimento e aprendizado que eu viver por aí.

E se tem alguma história ou dica para me dar, por favor me conta, escreve aqui nos comentários, assim que eu puder eu respondo tudinho.

beijinho e nos vemos por aí ;)

#períodosabático #turismodossonhos

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